domenica 25 gennaio 2009

O conto-de-fadas da vida real

Quando você é criança seus pais costumam contar histórias para que você possa dormir. Normalmente contos como os de: Cinderella e A Bela Adormecida transportam jovens meninas ao mundo mágico dos contos-de-fadas. Quando pequena, toda garotinha sonha em encontrar o Príncipe Encantado que a fará feliz, que a encontrará repentinamente e transformará a sua vida em um passe de mágica. Todavia, com o passar dos anos, as jovenzinhas se tornam adolescentes e, quando dão-se por si, lá estão elas, verdadeiras adultas. Os sonhos encantados lentamente vão morrendo, ou pelo menos, eles são colocados em um baú que a própria mente o construiu, sendo aos poucos deixados de lado, excluídos com o pretexto de que a vida real não se parece nem um pouco com as histórias infantis. Bem, todas as meninas vivenciam isso, ou pelo menos, todas, menos eu.

Eu sei que não sou mais criança. Na realidade, deixei minha inocência de lado quando comecei a sofrer bullying. Na época eu tinha 10 para 11 anos. Foi simplesmente amedrontador descobrir que nem todo mundo é gentil e educado com você e, na maioria das vezes, elas dão a mínima para os seus problemas. Como se não fosse o bastante, elas fazem questão de apontar as suas falhas com o simples prazer de se sentirem superiores. Portanto, fica claro neste exato instante que toda aquela ingenuidade intantil foi-se há muito tempo.

Histórias de príncipes, princesas, reinos e belos castelos não existem, eu tenho conhecimento disso. Compreendo também e, até mesmo jamais iria querer, o famoso homem encantador, aquele que é perfeitinho, romantiquinho e, porque não dizer, meladinho. Homens desse gênero eu quero distância! Mas por outro lado, não quero aquele homem grosso, que não sabe me valorizar, ou até mesmo que não sabe fazer um simples elogio à minha pessoa. Eu aceito o cara meio termo; aquele que diz as coisas lindas no momento correto, mas que sabe brigar e discutir quando necessário, alguém que é ele mesmo sempre, que dá a mínima se a vida não é um conto-de-fadas e, como todo o restante das pessoas, o relacionamento é conturbado. Eu quero o homem com defeitos, aqueles defeitos que eu sei que suportaria até o final da minha vida.

Até aí, nada disso eu considero um problema. O que tem ocorrido, desde o ano passado, é que os meus relacionamentos têm sido um tanto quanto diversos da maioria das pessoas. Como isso é possível? Simples: já “namorei” - ou seria flertar? – com um francês que vivia na Austrália – meu Deus ele era muito gato e quando falava “je t’aime” eu morria! – e um   austríaco - que quando falava palavrinhas em alemão me fazia enlouquecer. - Não deve ser difícil vocês entenderem o que eu estou tentando dizer. Internet é o meu cupido. Atualmente, meus dias estão sendo ocupados por 2 italianos. Não, não é o Mauro, eu juro!

Quem eles são não é o importante. Qual deles eu fico um pouco mais interessada, bem, isso conta e muito por sinal. Quem acompanha o meu Twitter sabe de quem eu estou falando. Ele é mais velho, 10 anos a mais para se ter uma idéia. Sinceramente, eu acho isso ótimo. Temos flertado, eu acho, quer dizer, aquele tipo de casal incomum que odeia melação e que diz verdades brincando. No meio dessas brincadeiras algumas coisas interessantes são ditas e por mais que as pessoas se divirtam, é óbvio que a idéia da “cantada” é algo muito evidente. Apaixonada? Não, não é pra tanto. Encantada? Talvez, sobretudo pelo fato dele ser algo novo e uma espécie de homem dos sonhos por nãos ser melado.

Mas o que eu estou realmente me questionando é essa minha maldita idéia de sempre querere aquele mais complicado. Não que tê-lo seja difícil no sentido de relacionamento, mas o problema é a forma com que esta relação está sendo criada. Não vivemos no mesmo país, não pertencemos à mesma cultura – apesar de eu praticamente respirar Itália desde os meus 11 anos. – e muito menos pertencemos ao mesmo fuso horário – apesar de se considerarmos a época em que estive com o francês, passar de 25 horas de difernça para 3 ou 4, bem, é uma imensa mudança positiva. Mas muito mais do que horários e culturas, nós vivemos longe um do outro. Uau, quem não pensou nisso, não é mesmo? E, eu digo e, se eu decidir – eu já devo ter aceito, mas sou orgulhosa e chata demais para me admitir isso – aceitar essa relação, o que fazer? Eu sei que o certo é continuar esse relaconamento sem esquecer de viver o aqui e agora. Eu concordo com isso. Mas eu me conheço e sei que não vou estar mais “disponível” e será inevitável não pensar em: “mas será que ele aprovaria?”, não como garota submissa, mas como mulher comprometida porque seríamos, mesmo que de maneira diferente, um casal.

Eu peço mil desculpas por estar escrevendo um post tão grande, porém eu estou realmente precisando de algumas opiniões. Quer dizer, eu não posso viver no conto-de-fadas para sempre. Aliás, eu já deveria ter parado de acreditar em príncipes e princesas, além de relacionamentos cinematográficos. Contudo, por mais que eu tente me fazer entender que a vida real não é como a vida irreal, mais vezes eu sinto dentro de mim algo dizendo que está tudo bem e que eu sou a garota diferente, aquela que vai viver o conto-de-fadas e que tudo bem estar tudo confuso agora porque coisas boas virão e que este é o começo da minha aventura e das realizações dos meus sonhos de criança