Mudanças
Quando eu tinha 11 anos de idade descobri que adorava escrever e inventar contos tolos, mas cheios de importância para mim. Naquela época ter computador era coisa de gente rica, portanto, eu escrevia todas as minhas histórias em um caderno. Passava horas e mais horas inventando enredos em que eu era a mocinha, a menina que repentinamente conseguia tudo o que desejava: fama, amigos e o namorado que naquela época eu julgava o ideal. Por mais que eu crescesse, a vontade de escrever sempre esteve comigo, a diferença é que eu não escrevia mais tolos romances adolescentes – acreditem, eram enredos estilo filme das Gêmeas Olsen – mas escrevia sobre coisas que eu via, coisas que eu escutava por aí, idéias minhas, só minhas, sobre o meu mundo, meu dia-a-dia. De repente, quando me dei conta, eu fazia críticas literária e cinematográficas antes mesmo de estudar jornalismo. Quando dei por mim, estava jogando RPG Online, elaborando e desenvolvendo personagens que continham sentimentos que por alguma razão também me pertenciam. O problema, é que da mesma forma que a paixão pela escrita começou, ela, apesar de não ter terminado, diminuiu bastante. Até meados do meu 3° ano na universidade, eu simplesmente não podia ver um pedaço de papel e ter em posse uma caneta que já me dava uma vontade louca de sair escrevendo várias coisas que estavam em minha cabeça; coisas fúteis, sentimentos muitas vezes muito dolorosos de serem postos à frente, ou até mesmo uma idéia para um conto que naquele mesmo dia ganharia vida na tela do meu computador. O problema é que agora essa vontade de escrever tem diminuido bastante. Não que eu tenha gostado de escrever. Na verdade, eu ainda adoro pôr as minhas idéias em um papel. Entretanto, por alguma razão não sei mais como fazer tal ato simplório. Quer dizer, escrever eu sei, é óbvio, mas o que de fato escrever eu não tenho sabido fazer. Quer dizer, eu poderia falar sobre tantos assuntos que estão na mídia, mas ai eu estaria fazendo um CTRL C / CRTL V. quer dizer, eu estaria dizendo algo que os noticiários, impressos e onlines já informaram. Eu não quero repetir as coisas. Eu quero mudar. E talvez seja este o meu problema – ou seria solução? – eu estou mudando. Admito que antes de conhecer o Mauro, eu escrevia muito mais aqui no blog. Eu costumava dizer o que pensava e vocês vinham aqui, liam e comentavam a respeito daquilo que eu postei. Mas quando o Mauro apareceu na minha vida isso mudou um pouco. Mudou porque ele me entendia, – não que vocês não entendessem, mas opimião masculina acaba sendo sempre mais interessante, talvez porque a feminina para mim seja um tanto quanto óbvia, já que sou uma garota – ele me contava algumas coisas que aconteceram a ele e me dizia por A+B que todos os meus pensamentos esquisitos eram completamente normais. Acho que esse é o pomto, eu não me acho mais tão estranha quanto eu me imaginava. Pelo contrário, não querendo ser pretenciosa, mas no fundo eu sempre fui muito mais madura do que as garotas da minha idade. Eu não estou dizendo que vou abandonar o meu blog, ou que vou simplesmente parar de escrever. Por favor, eu jamais conseguiria deixar de escrever ou até mesmo dizer o que eu penso. O que acontece é que depois que o Mauro apareceu muita coisa mudou. Hoje em dia quando penso qualquer coisa, por mais idiota que ela pareça ser, eu tenho não apenas o Mau, mas o Cesi e o Gi. E mesmo os três sendo tão diferentes, eu tenho me sentido muito bem com eles, mesmo que virtualmente. Eles fazem comigo o que eu jamais imaginei sentir em minha vida: eles me paparicam, me fazem rir, me fazem ficar preocupada, mas sobretudo, eles fazem eu me sentir bem e normal. E quer saber, eu acho que por fora eu sempre serei a garotinha ingênua, inocente e delicada, mas por dentro eu sempre serei a questionadora, a mulher perfeccionista, aquela que odeia errar e chega a ser insuportável quando “joga na cara” que sempre esteve certa. Quer saber, eu estou crescendo novamente. OBS: Obrigada, Taty! Se não fosse pela nossa conversa relãmpago, esse post jamais teria saído.
Engraçado como algumas coisas que antes eu valorizava tanto agora não passam de simples atos que um dia significaram alguma coisa.
