Vivendo em um mundo virtual
Muitas coisas têm ocorrido na minha vida: boas, ruins e meio termo. Muitos dias eu reclamo, alguns eu dou graças a Deus por estar neste mundo e existem ainda certos momentos que as coisas são completamente neutras. Uma coisa que eu já me dei conta, e que me agrada e revolta ao mesmo tempo: ser o tipo de garota que possui muito mais amigos virtuais do que amigos reais. Para se ter uma idéia, a minha amiga Saori vive em uma cidade chamada Marília, no interior do estado de São Paulo. De Santos até o local em que ela está morando (por conta da faculdade) levam-se 7 horas. Portanto, não é simplesmente caminhar até a esquina para poder encontrá-la. E acreditem, minha situação só piora! - ou seria algo bom? – O meu atual melhor amigo, o Mauro, morar na Itália. E eu admito, ter o Mauro por perto – sabe Deus como conseguimos nos sentir próximos mesmo tendo um oceano imenso nos separando – é algo maravilhoso! Ele é o tipo de amigo para todas as horas. Ele é o meu “anjinho”, quem sempre cuida de mim e consegue me acostumar da forma mais gostosa que alguém poderia imaginar. Eu sou tão mimada por ele! Ele até “presta contas” das coisas que ele fez, está fazendo, ou vai fazer durante o horário de serviço; Por exemplo, se ele tem uma reunião, se está ao telefone com um cliente, ou se não vai ter tempo para me dar atenção como ele gostaria. Eu sei, são coisas tão bobas, tão idiotas, mas que me fazem um bem inexplicável, como se eu fosse muito importante para ele. E tenho ainda o Mathias, um garoto austríaco encantador, a quem eu amo muito. O Mathe é muito parecido comigo e por esta razão nos identificamos bastante. Falar com ele é sempre bom porque ele me faz rir e isso ajuda muito quando estou triste ou chateada. A questão é: eu vivo muito mais nesse mundo virtual do que no meu mundo real. Todavia, acreditem, eu gostaria de ter amigos reais. Entretanto, aqueles que se dizem meus amigos estão sempre tão ocupados ou interessados em me ver só quando estão precisando conversar sobre os seus próprios problemas... Eu já perdi as contas de quantas milhares de vezes eu pedi para que alguém saísse comigo e eles simplesmente respondiam um sonoro “não”, dando razões, ao meu ver, idiotas e irrelevantes. A verdade, é que o meu aniversário está chegando e esse ano, mais do que nos outros anos, eu estou dando a mínima importância. Motivo? Eu não quero presentes materiais, eu queria os meus treês melhores amigos – Saori, Mauro e Mathe – junto comigo no próximo dia 15. Certamente, se eu os tivesse por perto, meus finais de semana seriam tão divertidos: eu teria com quem sair, com quem me divertir e me sentiria menos isolada do mundo. Eu fico péssima, e ao mesmo tempo alegre, quando o Mauro diz que se estivesse do meu lado me obrigaria a sair, ou que o dia que eu for visitá-lo ele vai me levar para velejar. O que fazer na companhia dele é o de menos, quer dizer, eu estando com ele já seria mais que suficiente. Resumindo este post: ou eu saio desse país e vou para a Europa... Ou aprendo, de alguma forma, a fazer novos amigos, o que para mim é sempre muito difícil porque as pessoas não gostam de ser minhas amigas.... Ou eu me conformo em ser uma pessoa sozinha e aprendo a viver de forma solitária...
Caramba! E eu que jurei de pés juntos que não abandonaria esse blog por nada nesse mundo... Bom, de certa forma eu não o larguei. Simplesmente fiz, ou deveria ter feito, outras coisas além de escrever nesse cantinho tão especial.
